quinta-feira, 24 de julho de 2014

It hurt



It hurt so deep, it hurt so much,
And the pain was mine to keep.
No tender words or written poems 
Could wash away the aching grief. 

My heart was broken, oh so bruised, 
Divided in two - Or shall I say - in three 
As I stood there in silence, among the living,
And whispered softly "It could have been me".

It hurt as the dawn,
Among the longest night,
found it's way to rise, 
and roses ceased to bloom.

Oh, how it hurt as the rain fell, 
From the tireless, crying sky.

It hurt as the cloudy days,
Dragged on, and time stood still. 
It hurt as I was hugged, 
And the sun finally appeared, beyond the hill.

It hurt. It did.
Like a million stabbing knifes,
You see, it was good to feel such love,
but so wrong to loose those lives.


quarta-feira, 23 de julho de 2014

A "minha" Anocas


Por mais que tentasse, por mais palavras que escrevesse, por mais tempo que dedicasse a tentar explicar a magia que ela acrescenta à minha vida, iria falhar pelo simples facto: É impossível. É, verdadeiramente, impossível de descrever a sua alegria e o amor imenso que consigo trouxe até mim. A cada dia que passa, e cada momento que posso partilhar com ela, é um pedacinho de céu nos meus dias. Ela é LUZ que Deus pôs, delicadamente, nos nossos caminhos, para iluminar os trilhos mais sombrios. 

Tenho medo. Tenho, sim. Sou uma pessoa incrivelmente positiva mas, às vezes, a alma treme quando damos um passo atrás e nos deparamos com tudo o que nos rodeia. Todas as incertezas, todos os exames, todas as informações que parecem ser impossíveis de processar e aceitar. 

Tenho medo... Um medo tamanho de não a ter nos meus braços. Tenho medo de um mundo sem ela. Sei que ela vive, cada dia, no meu coração. Tem um trono só dela. É rainha, é princesa, é tudo o que ela algum dia quis ser e tudo o que algum dia será. 

O medo não foge... mas graças ao seu sorriso e a tudo o que ela nos diz, entre palavras repletas de ternura, acredito, cada vez mais, que um dia ela poderá gritar aos sete ventes "EU VENCI" e, nesse dia, eu estarei ao seu lado para receber um daqueles abraços.


Olho para ela. 


Olho para ela e sinto o coração inchar. Olho para ela sempre que posso. Olho para ela e observo-a, enquanto abraça a mãe, a tia, os amigos, a vizinha e a senhora que passa na rua. São muitos abraços. Ela é mesmo assim. Simplesmente olho para ela. Tem os cachos pretos soltos que dançam, livremente, ao sabor do vento. Que bom é vê-la de cabelo pelos ombros, de sorriso largo na cara e de olhos brilhantes como duas estrelas que mantêm a sua postura, sem cessar, mesmo durante as maiores tempestades.

Não perco uma oportunidade de olhar para ela. Quando o faço, sei, com toda a certeza, que fui abençoada. Não digo isto no sentido mais religioso da coisa, embora acredite que há por aqui mão de Deus. Digo isto porque tive sorte, mais sorte do que a maioria.

Se não fosse voluntária, o que seria?

Uma coisa sei: Seria, de certo, menos feliz, menos capaz, menos humana. Falo por mim. Não me levem a mal! Acredito, realmente, que se pode ser a melhor pessoa do mundo e não se ser voluntário. Mas, na minha vida, isso simplesmente não faria sentido.

Sou voluntária há quase 5 anos, numa Associação, que eu própria criei. Estou habituada a lidar de perto com as “nossas” crianças, afectadas por doenças oncológicas. Estou habituada a ouvir a famosa frase “Queria tanto fazer voluntariado, mas não sei como”. E qual seria o meu conselho? Mexe-te! Procura! Descobre! E se não encontrares? Procura mais, faz planos, organiza, cria.

Poderiam escrever-se muitos artigos, muitas crónicas ou até cento e um livros sobre o voluntariado. Digo-vos uma coisa: Nada o descreveria de forma justa. O voluntariado não é algo fácil. É necessário transbordarmos de dedicação, de disposição, de amor. É necessário confiarmos nas nossas capacidades e termos sempre presente o nosso objectivo interior, para assim passá-lo a quem tanto queremos ajudar.

O meu objectivo é fazê-la sorrir. A ela e a tantas outras crianças que ajudamos, na nossa Associação.

Se é complicado? Muito. Se dá trabalho? Quanto baste. Se vale a pena? Sempre - vale sempre a pena.

 Foi despercebida que percebi a essência de ajudar – Era uma tarde de Agosto quando passeávamos com ela pelo Parque da Cidade. Sorria com cada passo que dava. Às tantas, olhou para nós e disse “Não sei porquê, mas hoje estou ainda mais feliz”. Saber que fazemos parte da felicidade de alguém é algo inigualável.

É esta frase que digo a todos os que um dia viram passar pela sua cabeça a ideia de ser voluntário. Quando se torna um pouco mais árduo, quando requer um pouco mais de nós, olho para ela. Ela salta e pula e dança e ri e eu?

Eu olho para ela.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Julho, aqui estás tu. Ou melhor, lá vais tu. Estes últimos dias têm sido uma valente correria, onde me escapa, às vezes, tempo para me organizar e partilhar os meus pensamentos, nunca deixando de os ter, é claro. Tenho estado ocupada... a viver. Não é para isso que Julho serve? Não é por isso que, todos os dias, o sol nasce e nos brinda com tardes de verão deliciosas, um prato de caracóis e uma cola bem fresca? 

O Verão existe para que seja vivido na sua plenitude. E Deus fê-lo tão rápido quanto o vento, pra que possamos aproveitar cada noite de euforia e cada salto para a piscina, mas igualmente tão lento para que não percamos o nascer do sol nas montanhas e o sorriso de uma criança ao comer o seu primeiro cone de gelado. 

Tenho tido muitos projectos na manga que me dão muito que fazer, mas tenho tido a sorte de criar projectos que me fazem sorrir e me fazem trabalhar com muito, muito amor. O que vem aí...? Todo o passo que dou é no Sentido certo.

Ah... não é tão bom viver?

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Confiar Nele. 

"O que faz o comum dos homens ao se ver frente a frente com os seus problemas?" Perguntei-me a mim própria, hoje. "O que faz uma pessoa normal quando a carga já pesa e nada nem ninguém nos parece conseguir acalmar?". Não sei. Sinceramente, não sei. Quando assim o é, gosto bastante de falar com quem me inspira diariamente e receber as suas palavras de amor uma por uma, para acalmar o espírito e relaxar a alma que se atormenta num valente rodopio.

A minha querida Vanessa Afonso, mãe da Princesa Leonor, já a noite se ia, as horas passavam e o sol teimava em aparecer, quando, numa conversa profunda, me disse "E, se não conseguires fazer mais nada, fecha os teus olhos e diz 'Ampara-me Senhor, Dá-me forças, Senhor, Ajuda-me, meu Deus' e repete isso vezes sem conta, Ele ouve e vem em teu socorro". 

Não sou católica praticante. Não gosto de missas. São chatas. Já tentei ir com vontade de aprender, mas saí de lá tal como entrei: confusa. As palavras do Senhor Padre não me entravam na cabeça e os versos bíblicos que teimava em ler vezes sem conta não faziam sentido para mim. Mais tarde, já na praia da Foz, sentada sozinha, olhando o mar, senti-O ali comigo. Penso que foi a primeira vez que O senti, realmente. Não estava só comigo, nos meus pensamentos e no meu coração. Ele estava ali. Como uma mão amiga no meu ombro, senti a Sua presença como nunca antes sentira, e, sem me querer vir embora, senti o Seu terno abraço de quem diz "Eu estou contigo. Onde quer que vás, O que quer que faças, como quer que estejas, EU estou aqui.". 

Não, não foi aqui que a minha vida deu uma volta de 180º graus e decidi, na minha ingenuidade, voltar à missa. Decidi voltar à praia. Tão simples quanto isso. Depois, pouco a pouco, fui percebendo que Ele não estava apenas lá. Voltei a senti-Lo numa noite de natal, ou num passeio de família, ou no sorriso de uma criança. Algo me acertou em cheio e me fez abrir os olhos: Afinal, ELE vem comigo onde EU FOR. 

E quem hoje me acalmou, na sua inteira e plena serenidade, foi a mãe Vanessa, como já o tem feito tantas vezes, e por tantas vezes tenho sorrido e levantado a cabeça. Penso nela, e ganho cor, ganho vida. Então, Meu DEUS, se esta mãe, que dia sim, dia sim, se vê entre paredes do IPO com a filha, de 4 anos, a nossa Leonor, e me "empresta" uns minutos destes seus dias para me ensinar a VIVER melhor, como posso eu ter dúvidas...?


No silêncio da noite, pedi-lhe que me acalmasse este meu coração que dava voltas e voltas, sempre sem se perder. Sem se perder, mas só porque Ele me deu sentido e mo guiou. 

E onde ele for, EU vou. 

terça-feira, 15 de julho de 2014

O Vasquinho

Assim é o Vasquinho: tímido mas muito risonho e cheio de amor nos seus doces olhos. 


Vou começar a publicar aqui as minhas sessões fotográficas para se deliciarem um pouco... Hehehe 











sexta-feira, 11 de julho de 2014




Gerês


Esta semana, partimos à descoberta do Gerês e dos seus encantos. Sem planos nem rotas. Fomos. E ainda bem que fomos. Entre cascatas, rios e muito sol, fomos felizes. Oh verão, ainda bem que chegaste. Ainda vens a tempo. 

terça-feira, 1 de julho de 2014





Existem muitas lições que Deus me ensinou. De facto, Ele ensina-me muito, todos os dias. Uma das Suas maiores lições foi amar sem limites, sem barreiras, sem obstáculos. Sentir o amor desmedido e dar-lhe todo o valor que ele merece. Assim o é com a Carolina. Passo muito tempo sem ela, mergulhada na distância que nos separa, mas uma coisa eu sei: Sempre que a vejo, volto a sentir o amor desmedido que senti na primeira vez que a vi.

Estava ela deitada, junto à mãe, embrulhada num cobertor amarelo, dormindo como um anjo. No dia em que ela nasceu, senti-me no topo do mundo. Tinha uma prima. Uma prima bébé. E ela estava bem. Muito bem. O que poderia eu pedir mais?

Mais à frente, na estrada da vida, pregaram-nos uma partida. Apenas uns meses desde o momento que os meus olhos a viram, a Carolina viu-se frente a frente com um inimigo que, até hoje, teima em ficar. West é o seu nome. Síndrome de West. Este inimigo, que veio a meio da noite tirar-nos o sono, tem feito com que ela trave batalhas maiores do que aquelas que devia e lute a cada dia que passa, com uma força interminável. 

Ela é a nossa guerreira. A nossa lutadora. 

"A dor tem de ser sentida" - A Culpa é das Estrelas. 

Sentimos a dor. Está presente no coração. Está presente na alma. Queremos o melhor para ela e quando não sabemos como lhe dar tudo o que ela merece, a fé treme, mas não desaparece. A fé não se abala. Mesmo posto à prova, a fé continua, a fé permanece. 

E sempre que ela sorri assim, a nossa fé cresce.