Confiar Nele.
"O que faz o comum dos homens ao se ver frente a frente com os seus problemas?" Perguntei-me a mim própria, hoje. "O que faz uma pessoa normal quando a carga já pesa e nada nem ninguém nos parece conseguir acalmar?". Não sei. Sinceramente, não sei. Quando assim o é, gosto bastante de falar com quem me inspira diariamente e receber as suas palavras de amor uma por uma, para acalmar o espírito e relaxar a alma que se atormenta num valente rodopio.
A minha querida Vanessa Afonso, mãe da Princesa Leonor, já a noite se ia, as horas passavam e o sol teimava em aparecer, quando, numa conversa profunda, me disse "E, se não conseguires fazer mais nada, fecha os teus olhos e diz 'Ampara-me Senhor, Dá-me forças, Senhor, Ajuda-me, meu Deus' e repete isso vezes sem conta, Ele ouve e vem em teu socorro".
Não sou católica praticante. Não gosto de missas. São chatas. Já tentei ir com vontade de aprender, mas saí de lá tal como entrei: confusa. As palavras do Senhor Padre não me entravam na cabeça e os versos bíblicos que teimava em ler vezes sem conta não faziam sentido para mim. Mais tarde, já na praia da Foz, sentada sozinha, olhando o mar, senti-O ali comigo. Penso que foi a primeira vez que O senti, realmente. Não estava só comigo, nos meus pensamentos e no meu coração. Ele estava ali. Como uma mão amiga no meu ombro, senti a Sua presença como nunca antes sentira, e, sem me querer vir embora, senti o Seu terno abraço de quem diz "Eu estou contigo. Onde quer que vás, O que quer que faças, como quer que estejas, EU estou aqui.".
Não, não foi aqui que a minha vida deu uma volta de 180º graus e decidi, na minha ingenuidade, voltar à missa. Decidi voltar à praia. Tão simples quanto isso. Depois, pouco a pouco, fui percebendo que Ele não estava apenas lá. Voltei a senti-Lo numa noite de natal, ou num passeio de família, ou no sorriso de uma criança. Algo me acertou em cheio e me fez abrir os olhos: Afinal, ELE vem comigo onde EU FOR.
E quem hoje me acalmou, na sua inteira e plena serenidade, foi a mãe Vanessa, como já o tem feito tantas vezes, e por tantas vezes tenho sorrido e levantado a cabeça. Penso nela, e ganho cor, ganho vida. Então, Meu DEUS, se esta mãe, que dia sim, dia sim, se vê entre paredes do IPO com a filha, de 4 anos, a nossa Leonor, e me "empresta" uns minutos destes seus dias para me ensinar a VIVER melhor, como posso eu ter dúvidas...?
No silêncio da noite, pedi-lhe que me acalmasse este meu coração que dava voltas e voltas, sempre sem se perder. Sem se perder, mas só porque Ele me deu sentido e mo guiou.
E onde ele for, EU vou.
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