terça-feira, 1 de julho de 2014





Existem muitas lições que Deus me ensinou. De facto, Ele ensina-me muito, todos os dias. Uma das Suas maiores lições foi amar sem limites, sem barreiras, sem obstáculos. Sentir o amor desmedido e dar-lhe todo o valor que ele merece. Assim o é com a Carolina. Passo muito tempo sem ela, mergulhada na distância que nos separa, mas uma coisa eu sei: Sempre que a vejo, volto a sentir o amor desmedido que senti na primeira vez que a vi.

Estava ela deitada, junto à mãe, embrulhada num cobertor amarelo, dormindo como um anjo. No dia em que ela nasceu, senti-me no topo do mundo. Tinha uma prima. Uma prima bébé. E ela estava bem. Muito bem. O que poderia eu pedir mais?

Mais à frente, na estrada da vida, pregaram-nos uma partida. Apenas uns meses desde o momento que os meus olhos a viram, a Carolina viu-se frente a frente com um inimigo que, até hoje, teima em ficar. West é o seu nome. Síndrome de West. Este inimigo, que veio a meio da noite tirar-nos o sono, tem feito com que ela trave batalhas maiores do que aquelas que devia e lute a cada dia que passa, com uma força interminável. 

Ela é a nossa guerreira. A nossa lutadora. 

"A dor tem de ser sentida" - A Culpa é das Estrelas. 

Sentimos a dor. Está presente no coração. Está presente na alma. Queremos o melhor para ela e quando não sabemos como lhe dar tudo o que ela merece, a fé treme, mas não desaparece. A fé não se abala. Mesmo posto à prova, a fé continua, a fé permanece. 

E sempre que ela sorri assim, a nossa fé cresce.

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