Ultimamente, tenho visto o Rei Leão. Não me perguntem porquê. No entanto, sei que faz todo o sentido.
"Ao teu lado estarei,
que orgulho sentirei,
e a força está em
sermos um
Somos um,
Somos um,
Sempre um.
Somos um,
Somos um,
Sempre um.
(...)
Confiar no coração,
buscar paz e razão,
a quem sou eu.
Filha tu vais crescer,
maus momentos hás-de ter
Buscando a paz e a verdade
Sempre há soluções nas piores situações
Temos força porque... somos um"
- Rei Leão 2.
E chegamos ao fim. "O fim" - repito para mim. Sabem, vou ser muito sincera: Quando partilhei o bloco com esta minha nova família, em todos os momentos maravilhosos que passámos juntos, julguei ser para sempre. Tentei ao máximo afastar a ideia de "fim" da minha cabeça. O que queria era viver tudo ao máximo e acreditar que o dia nunca chegaria. Mas chegou.
É aqui que este capítulo acaba. É aqui que viramos uma das páginas mais importantes do livro da vida. Há tanto ainda por escrever e por viver, mas o que foi, foi. Não se repete. Jamais volta. E o que eu quero? É que apenas volte.
Quero voltar a alinhar, quero voltar a sentir-me perdida e confusa com esta grandiosa cidade, quero voltar a gritar com orgulho, quero voltar a partilhar o bloco com esta "nova" família que Deus me deu. Quero voltar ao dia das matrículas, à primeira praxe, de top de verão e calções (onde tinha eu a cabeça?), ao caloiro ao molho, à latada, a cada praxe, a cada berro, a cada flexão por cada um dos meus irmãos.
Quero voltar a viver tudo isto.
Foi, sem dúvida, o melhor ano da minha vida. O ano em que vivi os melhores momentos (e os piores). Perante tudo, senti um amor imenso no ar. Nos gritos de alegria, ou no silêncio arrepiante. Juntos travamos batalhas inimagináveis e embora o coração tenha pesado e, por vezes, tivesse acreditado não conseguir carregá-lo, sei que o carregaram por mim. Com cada abraço, cada palavra, cada momento em que me rodearam de amor e de uma união que até então nunca conhecera.
Trouxe do Porto um desejo na mala: ser feliz.
Se fui?
Fui mais que feliz. Fui e serei sempre desta grande família que é CC e, acima de tudo, a U.M.
Jamais voltarei a viver este ano, Não poderei mais gritar "SOMOS CALOIROS" mas no meu coração, bem lá no fundo, serei caloira... para sempre.

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