domingo, 8 de junho de 2014
São dias assim.
Estava em Braga, já debaixo dos cobertores quando, de repente, ouço o telemovel tocar. Ok, um e-mail. Amanhã vejo. Mas algo me disse para o abrir. E não é que tinha sido colocada para ser voluntária no NOS PRIMAVERA SOUND? O meu entusiasmo imediato não foi pela música, nem pelo festival em si porque não sou - ou melhor, pensava que não era - pessoa deste tipo de música. Não é que tivesse algo contra a música ou os artistas em si, apenas nunca tive curiosidade de os conhecer. Mal, Inês. Está mal.
Eu sei, e agora tenho ainda mais a certeza.
Sabem aquele ditado cliché que é mais vezes dito em descrições de fotos no facebook do que verbalizado com sentimento e pensado realmente? Essa mesmo: Não julgues um livro pela sua capa.
E não é que fui? E não é que gostei? E não é que descobri que, se calhar, só se calhar, até gosto? E, fechada em casa, longe deste ambiente, nunca o teria imaginado.
Um festival tem destas coisas. E o Primavera Sound não fica longe do top de melhores festivais em Portugal. Há momentos em que descobrimos que o melhor é ver para crer, e quem sabe não descobrimos outro lado de NOS?
Há dias assim.
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